
Por Jenn Parker • leitura de 5 min
A ligação entre relações positivas, uma comunidade de apoio e bem‑estar é bem estudada e indiscutível. O sentimento de pertença é uma necessidade humana essencial, um pilar central da longevidade e tão importante para o bem‑estar como uma alimentação saudável e atividade física regular. Fazer parte de algo maior do que nós — por exemplo, através de voluntariado — é um win‑win para todos os envolvidos.
Os humanos vivem em grupos sociais há milhares de anos, e a sobrevivência esteve — e continua a estar — intrinsecamente ligada à qualidade das nossas ligações sociais com amigos, família e a comunidade em geral. Um relatório que examinou os efeitos das interações humanas nos resultados de saúde concluiu que as ligações sociais aumentaram as probabilidades de sobrevivência em 50%, e que baixa interação social teve um impacto semelhante ao de fumar 15 cigarros por dia e ao de ser alcoólico.¹
Por isso, nem é preciso dizer: precisamos uns dos outros.
A ciência por trás do altruísmo e do voluntariado
Vários estudos sugerem que, quando ajudamos os outros, em “recompensa”, tornamo-nos mais resilientes à adversidade, mais capazes de lidar com desafios da vida, mais aptos a regular as emoções e mais preparados para mitigar os efeitos prejudiciais do stress.² O Dr. Adam Grant, autor de “Give and Take: A Revolutionary Approach to Success”, escreve sobre como ter um sentido de propósito e dar apoio aos outros tem um impacto significativo no bem‑estar. Ele também afirma, com base em investigação, que um dos melhores antídotos para a ansiedade parece ser a generosidade.³
Nos anos 80, o conceito de “helper’s high” começou a ganhar muita força na comunidade científica. Esta sensação é marcada por “euforia, exaltação e aumento de energia, seguidos por um período de calma e serenidade” após um serviço altruísta aos outros. Mais tarde, investigadores descobriram que existe, de facto, um componente bioquímico neste estado psicológico — o helper’s high é acompanhado por mudanças positivas na função imunitária do corpo e pela redução de hormonas do stress.⁴
Inquéritos demonstraram, no entanto, um declínio nas ligações sociais. Com base nos resultados do 2021 American Perspective Survey, 49% dos americanos reportaram ter três amigos ou menos, e 12% reportaram ter zero amigos próximos ou alguém em quem pudessem confiar.⁵ Existem inúmeras razões pelas quais estamos a conectar-nos cada vez menos profundamente — mas a boa notícia é que reconectar não é tão difícil como pode parecer, mesmo que tenhas estado socialmente isolado(a) durante algum tempo. Uma forma de encontrares ligações sociais e criares oportunidades para fazer novos amigos é através do envolvimento comunitário e do voluntariado.
16 formas de te envolveres com a tua comunidade
As oportunidades para te envolveres e ofereceres o teu tempo para melhorar a tua comunidade e a vida de outras pessoas são muitas. O primeiro passo para encontrares uma oportunidade adequada é fazeres a ti próprio(a) algumas perguntas preliminares, como:
- Quais são os teus objetivos ao fazer voluntariado? (ex.: melhorar o teu bairro, fazer novos amigos, experimentar algo novo, fazer algo recompensador, etc.)
- Preferes trabalhar com crianças, adultos ou animais?
- Que causas são importantes para ti?
- Preferes estar “nos bastidores” ou ter um papel mais de liderança?
- Quanto tempo tens disponível para te comprometer?
- Que competências podes trazer para uma organização de voluntariado?
Depois de definires objetivos e interesses, podes começar a procurar organizações e oportunidades que se alinhem com os teus critérios. Sites como volunteer.gov e idealist.org são bons pontos de partida para a pesquisa.
Diferentes formas de fazer voluntariado incluem, mas não se limitam a:
- Trabalhar num abrigo de animais
- Fazer voluntariado como mentor(a) de uma criança ou de um adulto
- Juntar-te a um clube juvenil ou a um programa pós‑escolar
- Dar explicações / apoio ao estudo a estudantes
- Passar tempo num lar de idosos
- Participar num projeto de embelezamento comunitário
- Participar numa limpeza de praia ou parque
- Servir numa cantina social (soup kitchen)
- Fazer voluntariado num banco alimentar antes/durante as festas
- Organizar uma recolha de alimentos ou presentes na época festiva
- Ajudar num abrigo para pessoas em situação de sem‑abrigo
- Participar numa horta comunitária
- Trabalhar com uma organização de construção e melhoria de habitação (ex.: Habitat for Humanity)
- Apoiar a Cruz Vermelha e outras organizações de ajuda humanitária
- Recolher e doar bens para membros da comunidade em necessidade (ex.: mochilas, material escolar, alimentos não perecíveis)
- Participar numa corrida solidária
Saúde, felicidade e uma mão amiga
Envolver-te na tua comunidade local é uma decisão que traz benefícios imediatos e duradouros para ti, para quem ajudas e para a tua comunidade como um todo!
Recursos
Martino, J., Pegg, J., & Frates, E. P. (2015, October 7). The connection prescription: Using the power of social interactions and the deep desire for connectedness to empower health and Wellness. American Journal of Lifestyle Medicine. Consultado a 14 de novembro de 2022, via PubMed Central.
Parker-Pope, T. (2020, April 9). The science of helping out. The New York Times.Consultado a 14 de novembro de 2022, em nytimes.com.
Martino, J., Pegg, J., & Frates, E. P. (2015, October 7). The connection prescription: Using the power of social interactions and the deep desire for connectedness to empower health and Wellness. American Journal of Lifestyle Medicine. Consultado a 14 de novembro de 2022, via PubMed Central.
Dossey, L. (2018, October 23). The helper’s high. EXPLORE. Consultado a 14 de novembro de 2022, em sciencedirect.com.
Cox, D. A., Orrell, B., & Bowman, K. (2022, April 7). The State of American Friendship: Change, challenges, and loss. The Survey Center on American Life. Consultado a 14 de novembro de 2022, em americansurveycenter.org.
Parker-Pope, T. (2020, April 9). The science of helping out. The New York Times.Consultado a 14 de novembro de 2022, em nytimes.com.
Martino, J., Pegg, J., & Frates, E. P. (2015, October 7). The connection prescription: Using the power of social interactions and the deep desire for connectedness to empower health and Wellness. American Journal of Lifestyle Medicine. Consultado a 14 de novembro de 2022, via PubMed Central.
Dossey, L. (2018, October 23). The helper’s high. EXPLORE. Consultado a 14 de novembro de 2022, em sciencedirect.com.
Cox, D. A., Orrell, B., & Bowman, K. (2022, April 7). The State of American Friendship: Change, challenges, and loss. The Survey Center on American Life. Consultado a 14 de novembro de 2022, em americansurveycenter.org.
*As informações fornecidas pela Viome destinam-se apenas a fins educativos e informativos. Estas informações não se destinam a ser utilizadas pelo cliente para qualquer finalidade de diagnóstico e não substituem aconselhamento médico profissional.
Elaborado por: Jenn Parker. Publicação original em www.viome.com.
